15/10/2010 - Mais do que parecer, é importante ser sustentável e socioambientalmente responsável, tendo por objeto iniciativas cuja efetividade seja inquestionável.
Mas, afinal, como consumir e ao mesmo tempo se intitular um cidadão sustentável?
O objetivo do desenvolvimento sustentável é criar um modelo econômico capaz de criar riquezas, bem estar, coesão social e preservação da natureza preocupando-se com os problemas em longo prazo, ou seja, desenvolvimento econômico, social e cuidado com o meio ambiente, colocando em xeque o modelo de produção atual, sendo que os pilares de sustentação são:
•   Satisfação das necessidades básicas;
•   Solidariedade com as gerações futuras;
•   Participação da população;
•   Preservação de recursos naturais e meio ambiente;
•   Elaboração de um sistema social que garanta empregos;
•   Segurança social e respeito a outras culturas;
•   Programas de educação.
Isso quer dizer que deverÃamos estabelecer, pelo menos:
a)Â Â Â Controle populacional;
b)   Garantia de alimentação em longo prazo;
c)   Preservação da biodiversidade e dos ecossistemas;
d)   Diminuição do consumo de energia e uso de tecnologias que utilize fontes de recursos renováveis;
e)   Aumento da produção industrial em paÃses não industrializados com base em tecnologias ecologicamente viáveis;
f)   Controle da urbanização e equilÃbrio entre campo e cidade;
g)   Satisfação das necessidades básicas dos indivÃduos; etc..
Por isso, a chave do sucesso da sustentabilidade está na adequada percepção da responsabilidade solidária pela poluição, na inovação, nas escolhas corretas, somadas a boa gestão, precaução e prevenção em uma sociedade cada vez mais global e interdependente, onde todos ganham: os negócios, o seu bolso e, principalmente, o planeta.
Desde que o homem foi à lua pela primeira vez, uma belÃssima imagem registrada firmou-se em nossa memória: o planeta em que vivemos é uma vÃvida esfera azul, que brilha na imensidão do espaço.
Infelizmente, o que esta imagem não registrou é a luxuriante devastação que este globo vem sofrendo, através da aniquilação de florestas, da dilaceração das montanhas, da extrema agressão aos oceanos, dos rios e dos imensos desertos formados pela incompetência humana.
Estamos vivendo uma fase de aceleração da devastação ambiental e, ao mesmo tempo, de desaceleração das nossas expectativas de futuro na terra. Estamos caminhando para a próxima extinção em massa. A maior, só a Era dos dinossauros pôde presenciar e sentir.
Nos últimos anos a população mundial chegou a 6,5 bilhões. A economia passou de 2,3 trilhões para 29 trilhões de dólares e a produção industrial aumentou sete vezes. Enquanto o consumo de água, de carne, de lenha e de grãos triplicou, o de combustÃveis fósseis quadruplicou e o de papel setuplicou.
Como conseqüência, o efeito estufa já aumentou cerca de 16% desde a revolução industrial; a Antártida já perdeu 7000 km²; e estão em extinção cerca de 11% das 615 espécies de pássaros, 25% das 4.355 espécies de mamÃferos e 34% de todas as espécies de peixes.
Hoje presenciamos a aceleração do aquecimento global, provocando a mudança climática e, conseqüentemente, a formação de furações, tufões, enchentes e a morte de milhares de pessoas.
As geleiras estão diminuindo, os oceanos estão mais quentes, os animais estão mudando seu habitat natural e os nÃveis de dióxido de carbono são os mais altos dos últimos 420 mil anos. Se continuarmos assim, é bem provável que nossa geração não chegue até o final deste século.
Por isso, o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade do meio ambiente e da saúde humana são temas que passaram a preocupar cada vez mais a população mundial e provocar uma importante transformação polÃtica e social nas organizações.
Ainda no inÃcio do século XX, qualquer tipo de preocupação com o meio ambiente ou com as formas de produção era praticamente inexistente. Até 1950, quando a população mundial era de 2,5 bilhões de pessoas e a regra era produzir cada vez mais (FORDISMO), questões como segurança, meio ambiente, responsabilidade e qualidade ainda eram temas irrelevantes, quase nulos. Foi somente na era do Toyotismo, entre 1950 e 1987, que apareceram os primeiros indÃcios do controle do processo de produção, o que deu inÃcio à ERA DA GESTÃO e da Qualidade Total.
Nos paÃses desenvolvidos, principalmente os da Europa, já é comum pessoas optarem por adquirir produtos ecologicamente corretos, obtidos através de processos não poluentes, geradores de mÃnima poluição ou recicláveis/ reaproveitáveis, mesmo que estes custem um pouco mais caro.
Por isso, organizações de todos os tipos e tamanhos, cada vez mais, estão com as atenções voltadas para os aspectos e impactos ambientais potenciais de suas atividades, produtos ou serviços.
Isso fez com que o desempenho ambiental de uma organização tenha se transformado em fator decisivo para sua sobrevivência e competitividade no mercado, além de ser relevante para todas as partes interessadas, sejam internas (empregados) ou externas (fornecedores, clientes, comunidade, governo, concorrentes, entre outros).
FONTE: Verde Gaia, por Deivison Pedroza*
*Diretor-Presidente da Verde Gaia e Presidente do Instituto OKSIGENO.